terça-feira, 26 de outubro de 2010

Globalização e Sistema Político brasileiro

O conceito de globalização, “não existe explicação consensual para o fenômeno” (Held e McGrew).

Visto que existem duas grandes linhas de argumentação. Os “globalizatas”, que a consideram um fenômeno histórico real e significativo reduzindo a globalização a uma lógica puramente econômica ou tecnológica é altamente equivocado, pois se desconhece a complexidade da vida social moderna. Ela desenvolve-se em outras esferas (como a da cultura), sem haver um padrão histórico ou espacial idêntico ou comparável, em cada um desses campos (HELD; MCGREW, 2001).

As duas alas concordam em alguns pontos como: que houve aumento, nas últimas décadas, da interligação econômica nas e entre as regiões, ainda que com conseqüências diferenciadas em cada uma delas; que a competição inter-regional e global desafia as velhas hierarquias e gera novas desigualdades de riqueza, poder e privilégio e que houve expansão da gestão internacional nos planos regional e global – por exemplo, os blocos econômicos regionais e a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Os sistemas políticos afetam a vida das organizações e as políticas empresariais podendo estender este conceito ao liberalismo onde neste caso foi materializada através das privatizações de empresas estatais, abertura comercial, estímulo à livre concorrência etc.

Teóricos afirmam que a organização “Estado liberal tem impactos diferenciados sobre países, regiões, indústrias e setores da economia.” No caso do Brasil.

“o processo de integração mundial iniciado a partir dos anos oitenta denominado de globalização e os governos brasileiros neoliberais na década de noventa o sindicalismo brasileiro entrou num momento de profundas transformações em todos os seus contextos. A nova etapa de mundialização do capital e a conseqüente alteração das relações de trabalho desvirtuaram de forma substancial a maneira de atuação dos sindicatos nas relações trabalhistas. A década de noventa é a da inserção subalterna do Brasil na mundialização do capital por meio de políticas neoliberais que acentuaram a lógica destrutiva do capital no país. (ALVES, 2002)

Pode-se concluir que a globalização fez com que a tecnologia da informação amplia-se “as possibilidades de contato entre as pessoas ao redor do mundo. Facilitou também o fluxo de informação sobre pessoas e acontecimentos em lugares distantes [...]”.) e a velocidade das informações se acentuam rapidamente, bem como a capacidade de ação dos governos nacionais se vê seriamente pressionada pelo poder das grandes transnacionais corporações. (O papel das corporações transnacionais na economia globalizada pode ser analisado em Giddens (2005, p.65-66).

Bibliografia

Fonte: Disponível em: . Acesso em: mai. 2006.
http://www.slideshare.net/guest87d07e/seminrio-de-sociologia. Acesso em outubro. 2010.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Sistema Político e os Meios de Comunicação

INTRODUÇÃO

Na noite de 21 de Outubro o Jornal Nacional – (Rede Globo) teve uma noticia que chamou minha atenção pela “forma” como foi noticiada. “Deputados do Ceará aprovaram a sugestão de um conselho estadual para controlar a impressa e as emissoras de radio e TV” (transcrição da fala do jornalista Willian Bonner). http://www.youtube.com/watch?v=jcFXLPS7pnw

A proposta de Lei foi apresentada pela deputada Raquel Marques – PT deputada da situação esta por sua vez tem ampla maioria na Assembléia Legislativa Cearense conseguindo aprovação do projeto de Lei.

Por que esta proposta tornou-se tão polemica?

EXPLICAÇÃO

Na referida reportagem foram consultadas diversos especialistas como o presidente Associação de Brasileira de Radio e Televisão que “alerta sobre o perigo que a sociedade brasileira corre, que a democracia brasileira corre, que as instituições brasileiras correm, com iniciativas desta natureza” (Transição da fala). Não esquecendo ainda que a reportagem enfatiza o apoio do Governo Federal.

Outro ponto que devemos observar e que não foi dito na reportagem é que as maiores emissoras de cearense de TV e radio pertence a grupos ligados a oposição tanto nas esferas estadual e federal.

CONCLUSÃO

Vemos aí a clara guerra interna do sistema político vigente nas esferas estadual e federal e o envolvimento dos principais meios de comunicações (Radio e TV), essa guerra afeta inevitavelmente os setores econômicos e sociais.

Devo salientar que neste processo a rede mundial de computadores tem um papel fundamental na prevenção do “Jogo Político” que vivemos atualmente visto que através desta temos uma infinidades de informações e podemos escolher a que achamos mais coerente. Por outro lado pessoas que tem acessos restrito a meios de comunicações como radio e TV aberta esta condenada a adquirir informações tendenciosas, visto a pouca oportunidades de escolhas que estes meios dispõe.

Crise Existencial da Ciência Antropológica

Já pela denominação é fácil compreender, Antropologia (do grego, anthropos, "homem", e logos, “pensamento"), como uma ciência que tem como objeto o estudo sobre o homem e a humanidade. Onde o “objeto de estudo é o conhecimento do homem e os elementos que influenciam na construção do pensamento humano” (Tessarotto, 2004) sobre a ótica biológica, social e cultural.

Esta ciência na sua origem utilizou um discurso conservador e dominante, tendo como objeto específico o estudo das sociedades primitivas, estas por sua vez, devido ao voraz processo de globalização vem perdendo suas condição de primitividade, visto que o acaso confirme as tendências num futuro próximo não haver mais comunidade primitivas. A Antropoologia via a perda de ser objeto de estudo.

Tal fato gerou um clima de “crise existencial” na Antropologia “até que surgissem novas tendências de pensamento e de se fazer à ciência antropológica, [...] assumindo um caráter mais crítico em suas
análises sociais.” (Tessarotto, 2004).

Antes mesmo do encontro da solução pra suposta “crise de exitencialidade” que afligia a Antropologia Lévi-Strauss já negava que “houve crise”, visto que em quanto houver “homem e a humanidade” existira existirá o objeto de estudo sendo necessário apenas adaptar a ótica da observação. Defendendo estudar seus objetos “de fora”. Atentando claro para as mutações que são constantes.

Thaís Tessarotto diz que: A “atual Antropologia demonstra seu interesse e compromisso em procurar entender a condição humana na conjuntura mundial globalizada, onde surgem novos elementos sociais que influem e alteram a vida do homem moderno, fazendo uma análise crítica do processo capitalista contemporâneo e as conseqüências para o mundo social.”

Sendo possível ainda “estabelecer a diferença entre a sociedade antiga e a sociedade moderna.” Simmel (1998).

Concluindo que enquanto existir a humanidade a Ciência Antropológica não passará por “crises existenciais”.

Fontes:
http://www.cchla.ufpb.br/caos/thaisoliveira.pdf
http://www.solar.virtual.ufc.br/

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

LIMITES DA TERRA

Somente após sentimos na pele ou nos deparamos com notícias como furacões em lugares nunca antes imagináveis, pessoas mortas por deslizamentos de terra, e enchentes no nordeste seca no sul, sem esquecer no aquecimento global é quando alguns poucos param para refletir, o que é isso? Por que isso está acontecendo? Quem será o(s) culpado(s)? Como é possível reverter isso? Quando e como começou? ... Essas sem duvidas são perguntas pertinentes que merecem resposta e nos ajudará a abrir os olhos para a urgente necessidade de transformação deste quadro, buscando o caminho que reconcilie - ser humano e natureza -, visto que a conservação desta última está intimamente ligada com a sobrevivência do próprio Homem na Terra.
Pensadores há tempos não se contêm em alertar a quanta mal encaminhada está à humanidade. Não precisa nem ser um profundo estudioso do assunto para percebemos que os seres humanos estão cometendo um enorme erro “pensando em isolar-se da natureza e não respeitar certas leis de alcance geral. Existe, já há muito, um divorcio entre os seres humanos e o meio” (DORST, Jean. 1973).
Essa tal separação tem como principal motivação o consumismo que deriva de consumir que segundo o (Dicionário Globo, 1996 p.176), significa “gastar; destruir; corroer; obliterar; comer; beber; abater; enfraquecer;”, como podemos perceber não são bons indicativos e serve de alerta sobre como o sistema vigente agir com o meio ambiente.
O consumismo é outra característica da sociedade contemporânea que produz impactos preocupantes sobre o ambiente natural e construído. A sociedade capitalista industrial criou o mito do consumo como sinônimo de bem-estar e meta prioritária do processo civilizatório. A capacidade aquisitiva vai, gradualmente, se transformando em medida para valorizar os indivíduos e fonte de prestígio social. A ânsia de adquirir e acumular bens deixa de ser um meio para a realização da vida, tornando-se um fim em si mesmo, o símbolo da felicidade capitalista (Buarque, 1990; Gorz, 1968; Fromm, 1979).

Com o advento da Revolução Industrial ainda no século XVIII pensadores como Malthus (1766-1834) - pregavam que a capacidade de alimento e dos meios matérias de sobrevivência cresce lentamente, enquanto o crescimento populacional dispara aceleradamente. – Desse período para cá nos deparamos com mudanças tecnológicas, aumento da produção industrial e ao longo deste processo a agricultura foi invadia por máquinas que por sua vez suplantaram o trabalho humano e uma nova relação se estabeleceu entre capital, trabalho, homem e meio ambiente, sendo que esta transformação só foi possível através da junção entre liberalismo econômico, acumulação de capital, o avanço do consumismo e da degradação ambiental.
Se ainda no século XVIII Malthus já se preocupava com a escassez dos meios matérias de sobrevivência e com o crescimento populacional quando naquela época o planeta era povoado com apenas por menos de um bilhão de pessoas. Atualmente estima-se que em 2012 o planeta seja povoado por mais de 7 Bilhões de habitantes.
Durante o período que data de bem antes da Revolução Industrial não havia a preocupação com a questão ambiental. E no decorrer da história os recursos naturais foram se esgotando e juntamente como o crescimento desordenado da população mundial fez surgir nos dias de hoje o conflito entre a sustentabilidade dos sistemas econômicos e da natureza.
Segundo Leonardo Boff em seu artigo “Os limites do capital são os limites da Terra”:
(...) a humanidade está consumindo um planeta inteiro e mais 40% dele que não existe. O resultado é a manifestação insofismável da insustentabilidade global da Terra e do sistema de produção e consumo imperante. Entramos no vermelho e assim não poderemos continuar porque não temos mais fundos para cobrir nossas dívidas ecológicas.
Marilena Lavorato em “A Importância da consciência Ambiental para o Brasil e para o Mundo” afirma que essa noticia ameaçadora faz como que o “homem começa a entender a impossibilidade de transformar as regras da natureza e a importância da reformulação de suas práticas ambientais”.
Ainda em “Os limites do capital são os limites da Terra” de Leonardo Boff:
A crise atual constitui uma oportunidade única de a humanidade parar, pensar, ver onde se cometeram erros, como evitá-los e que rumos novos devemos conjuntamente construir para sair da crise, preservar a natureza e projetar um horizonte de esperança, promissor para toda a comunidade de vida, incluídas as pessoas humanas. Trata-se sem mais nem menos de articular um novo padrão de produção e de consumo com uma repartição mais equânime dos benefícios naturais e tecnológicos, respeitando a capacidade de suporte de cada ecossistema, do conjunto do sistema-Terra e vivendo em harmonia com a natureza.Milkahil Gorbachev, presidente da Cruz Verde Internacional e um dos principais animadores da Carta da Terra, grupo o qual pertenço, advertiu recentemente: Precisamos de um novo paradigma de civilização porque o atual chegou ao seu fim e exauriu suas possibilidades. Temos que chegar a um consenso sobre novos valores.
João José Martins em “Consumismo e Meio Ambiente”, cita possibilidade de reversão deste quadro:
Observa-se, assim, que a teoria econômica, historicamente, defendeu o crescimento do sistema de produção/ consumo de forma completamente desvinculada de considerações éticas entre meios e fins. Os economistas, grosso modo, se atinham à satisfação dos consumidores sem se perguntar pela relevância, justiça, legitimidade ou pela racionalidade das necessidades atendidas (Galbraith, 1987; Buarque, 1990).
Ainda em “A Importância da consciência Ambiental para o Brasil e para o Mundo” Marilena Lavorato que a conscientizarão ambiental de massa só é viável “se houver a percepção e o entendimento do real valor do meio ambiente natural em nossas vidas.” Desta forma devemos nos conscientizar que nos dependemos mais da natureza do que ela depende de nós.